quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pensamentos sobre Madri...


[Retirado de Visão Cristã]

Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comenta, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha...



Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura... A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão...

Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente neste Blog: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!



Pense um pouco: 

(1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança! 

(2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!


(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo! 

(4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor... Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela! 

(5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos... Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala! 

(6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo. 

(7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.

Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado... Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!


 

domingo, 24 de julho de 2011

Frase da Semana

"A vida nunca poderá dar segurança, só pode prometer oportunidades".

(China in Box)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Respeitar e ser respeitado...

Parada Gay: respeitar e ser respeitado

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.

Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!

“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.

A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.

Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.

A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.

Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?

As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alfabeto de Games!!!


Passe o mouse para descobrir as respostas:

A - Atari
B - Bomberman
C - Choboco (FF series)
D - Donkey Kong
E - Earthworm Jim
F - Falco (Star Fox)
G - Gameboy
H - Halo
I - Ice Climbers
J - Jill Valentine (Resident Evil)
K - Kirby
L - Luigi
M - Mario
N - Nintendo 64
O - Oddworld
P - Pacman
Q - Quake
R - Ryu
S - Sonic
T - Tails
U - Umbreon (Pokemon)
V - Viewtiful Joe
W - Wario
X - Xbox
Y - Yoshi
Z – Zelda

Fonte: Maicon MCN

domingo, 29 de maio de 2011

Frase da Semana



"Se Deus não existe, então tudo é permitido".

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (Moscou, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881) foi um escritor russo, considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos. É tido como o fundador do existencialismo, mais frequentemente por Notas do Subterrâneo, descrito por Walter Kaufmann como a "melhor proposta para existencialismo já escrita".

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Efeito Tartaruga...

Ontem finalmente foi preso o jornalista Pimenta Neves, onze anos depois do assassinato que ele mesmo confessou, e inúmeras foram as manifestações na mídia sobre o lentidão da justiça brasileira. Fico com muito medo quando os jornalistas resolvem falar de qualquer assunto que não seja óbvio, e o direito pode ser qualquer coisa, menos óbvio. É recorrente erros monstruosos e absurdos nos meio de comunicação sobre questões jurídicas.

Contudo, a pressão pela descomplicação dos processos judiciais feita pelos órgãos de comunicação é realmente necessária. Onze anos para julgamento de um assassinato, sendo que desses, seis anos foram só para se realizar o Tribunal do Júri, é algo inaceitável. Um Judiciário lento deixa de ser um veículo de correção de injustiças para ser um meio de perpetuá-las e em alguns casos até aumentá-las.

Só não esqueçam que a culpa desta situação é dividida entre o Judiciário e o Legislativo. O primeiro pela sua morosidade, corporativismo e falta de estrutura. É coisa normal no fórum se levar meses para se juntar um documento a um processo, atividade que deveria levar minutos. Faltam funcionários, equipamento, instalações, mas também faltam boa vontade, trabalho e responsabilidade.

O Legislativo também tem sua culpa, já que muitas vezes (para não dizer todas) as leis brasileiras são criadas para proteger interesses de grupos influentes ou para atender pressões da opinião pública. O que elas menos buscam, e que mais deveriam buscar, é atender aos interesses legítimos da população como um todo.

Pode então parecer que a solução seria somente agilizar os processos, né? Mas não é tão simples assim. Um exemplo são os Juizados Especiais, que conseguiram diminuir o tempo de tramitação dos processos, mas ao mesmo tempo permitem que absurdos jurídicos aconteçam. Nem sempre acelerar o processo é sinônimo de justiça. Esta é uma das grandes dificuldades do direito moderno: conciliar celeridade com os direitos e garantias das partes e do sistema como um todo.

A solução não é fácil, mas deve ser discutida. Não é impossível se aliar um procedimento judicial simplificado, enxuto e ágil a um que seja justo, equânime e seguro.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Person of Interest!!!


Mais uma nova série do fall season americano e mais uma produzida pelo JJ Abrams, desta vez em conjunto com Jonathan Nolan (roteirista de Batman - O Cavaleiro das Trevas).

O título, Person of Interest, é uma expressão usada pelos policiais quando anunciam o nome de alguém envolvido numa investigação criminal, mas que ainda não foi preso ou formalmente acusado do crime, o que já explica um pouco do que deve acontecer.

A série trata de uma união entre um ex-assassino da CIA (Jim Caviezel) e um sujeito chamado Sr. Finch (Michael Emerson), que criou um poderoso programa de computador capaz de cruzar referências de câmeras de vigilância espalhadas pelo país e identificar potenciais envolvidos em crimes violentos ou atentados, na tentativa de detê-los.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Camelot e The Game Of Thrones!!!

Vão aqui duas sugestões de séries no clima "medieval' que ainda estão no começo e que estão valendo a pena acompanhar: Camelot e The Game Of Thrones.

Camelot é uma releitura da lenda do Rei Arthur. Tem algumas diferenças da história que a gente está acostumado, mas essa ai está a graça. A série, que está no oitavo episódio, é do canal Starz  e tem conseguido melhorar um tema batido de forma inovadora e interessante. Vale a pena.

Já The Game Of Thrones é da HBO e é baseada na série de livros "Crônicas de Gelo e Fogo" do escritor George R. R. Martin. Num mundo imaginário e com invernos longuíssimos temos uma clássica aventura medieval, em que cada episódio acontece uma reviravolta inesperada.

Com orçamento milionário e atores famosos a série que está no sexto episódio é imperdível para quem gosta desse tipo de história (e para quem não gosta também!).

domingo, 22 de maio de 2011

Season Finale: The Good Wife e The Big Bang Theory!!!

Essa semana assisti o final das temporadas de The Good Wife e The Big Bang Theory e tive impressões bem diferentes.


Primeiro The Good Wife: a série está num nível excelente, com certeza um dos melhores dramas atuais. Quando eu comecei a ver a série achei que a história duraria no máximo duas temporadas, que depois disso eles não teriam de onde mais tirar uma história. Estava completamente enganado. Os roteiristas conseguiram renovar a série e dar um fôlego surpreendente. O final da temporada foi a maior prova disso, com vários pontas para a terceira temporada e uma revolução da história que existia no final da primeira. Quem nunca viu vale a pena pegar da primeira temporada para se preparar para a terceira!


Agora The Big Banag Theory me parece o caso oposto. O final da temporada me deixou com a impressão de que eles estão meio perdidos. A Penny está sem uma história e na tentativa de achar algo eles conseguiram piorar a situação. Falta uma novidade como a chegada da Amy que deu fôlego para a história. Pode até ser que com o desenrolar da quinta temporada esta minha impressão se prove errada, tomara. Para mim TBBT é a melhor comédia hoje na TV, espero que continue assim.

Frase da Semana


"As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade".


Victor-Marie Hugo (26 de fevereiro de 1802 – 22 de maio de 1885) foi um poeta, novelista, ensaísta, artista visual, estadista, ativista dos direitos humanos e expoente do movimento Romantista na França. Sua fama surgiu na França com suas poesias, mas se estende às suas novelas e dramas. Entre seus muitos volumes de poesias, Les Contemplations (As Contemplações) e La Légende des Siècles são altamente considerados pela crítica, e Hugo é identificado as vezes como o maior poeta francês. Fora da França seus trabalhos mais famosos são as novelas Les Misérables (Os Miseráveis) e Notre-Dame de Paris (O Corcunda de Notre-Dame).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"A Constituição 'conforme' o STF"...

Penso que o ativismo judicial fere o equilíbrio dos Poderes e torna o Judiciário o mais relevante, substituindo aquele que reflete a vontade da nação

Escrevo este artigo com profundo desconforto, levando-se em consideração a admiração que tenho pelos ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, alguns com sólida obra doutrinária e renome internacional. Sinto-me, todavia, na obrigação, como velho advogado, de manifestar meu desencanto com a sua crescente atuação como legisladores e constituintes, e não como julgadores.

À luz da denominada "interpretação conforme", estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes.

Participei, a convite dos constituintes, de audiências públicas e mantive permanentes contatos com muitos deles, inclusive com o relator, senador Bernardo Cabral, e com o presidente, deputado Ulysses Guimarães.

Lembro-me que a ideia inicial, alterada na undécima hora, era a de adoção do regime parlamentar. Por tal razão, apesar de o decreto-lei ser execrado pela Constituinte, a medida provisória, copiada do regime parlamentar italiano, foi adotada.

Por outro lado, a fim de não permitir que o Judiciário se transformasse em legislador positivo, foi determinado que, na ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, parágrafo 2º), uma vez declarada a omissão do Congresso, o STF comunicasse ao Parlamento o descumprimento de sua função constitucional, sem, entretanto, fixar prazo para produzir a norma e sem sanção se não a produzisse.

Negou-se, assim, ao Poder Judiciário, a competência para legislar.

Nesse aspecto, para fortalecer mais o Legislativo, deu-lhe o constituinte o poder de sustar qualquer decisão do Judiciário ou do Executivo que ferisse sua competência.

No que diz respeito à família, capaz de gerar prole, discutiu-se se seria ou não necessário incluir o seu conceito no texto supremo -entidade constituída pela união de um homem e de uma mulher e seus descendentes (art. 226, parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º)-, e os próprios constituintes, nos debates, inclusive o relator, entenderam que era relevante fazê-lo, para evitar qualquer outra interpretação, como a de que o conceito pudesse abranger a união homossexual.

Aos pares de mesmo sexo não se excluiu nenhum direito, mas, decididamente, sua união não era -para os constituintes- uma família.

Aliás, idêntica questão foi colocada à Corte Constitucional da França, em 27/1/2011, que houve por bem declarar que cabe ao Legislativo, se desejar mudar a legislação, fazê-lo, mas nunca ao Judiciário legislar sobre uniões homossexuais, pois a relação entre um homem e uma mulher, capaz de gerar filhos, é diferente daquela entre dois homens ou duas mulheres, incapaz de gerar descendentes, que compõem a entidade familiar.
Este ativismo judicial, que fez com que a Suprema Corte substituísse o Poder Legislativo, eleito por 130 milhões de brasileiros -e não por um homem só-, é que entendo estar ferindo o equilíbrio dos Poderes e tornando o Judiciário o mais relevante dos três, com força para legislar, substituindo o único Poder que reflete a vontade da totalidade da nação, pois nele situação e oposição estão representadas.

Sei que a crítica que ora faço poderá, inclusive, indispor-me com os magistrados que a compõem. Mas, há momentos em que, para um velho professor de 76 anos, estar de bem com as suas convicções, defender a democracia e o Estado de Direito, em todos os seus aspectos, é mais importante do que ser politicamente correto.

Sinto-me como o personagem de Eça, em "A Ilustre Casa de Ramires", quando perdeu as graças do monarca: "Prefiro estar bem com Deus e a minha consciência, embora mal com o rei e com o reino".


IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 76, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novas Séries...

Vídeos de algumas novas séries - Alcatraz (nova do JJ Abrams), Charlie Angel's (remake de "As Panteras") e New Girl (comédia da Fox com Zooey Deschanel):







Alcatraz parece muito boa, mas sempre vem o medo de se repetir o desastre de Lost! As Panteras parece um pouco sem graça, pelo menos no trailer falta alguma coisa. E New Girl, bem... dá uma olhada e vai entender o significado da expressão vergonha alheia...

terça-feira, 17 de maio de 2011

As Aventuras de Tintin!!!

Posters e trailer do filme do Tintin. Parceria do Spielberg com o Peter Jackson e filmado com a tecnologia do Expresso Polar.

Cara, eu nunca li os quadrinhos, mas via o desenho e me amarrava. Vamos ver se o filme é tão bom quanto! Se depender do peso de quem está realizando tem tudo para dar certo!



segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

Frase da Semana


"Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo".

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta brasileiro, também cronista, contista e tradutor. Entre suas obras de maior destaque, Alguma poesia, Sentimento do mundo e A Rosa do Povo. Apesar do retraimento e do jeito avesso à publicidade, era, dentro e fora do Brasil, uma espécie de personificação da poesia.